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É complicado falar de Amor...

Nos dias que correm, é complicado falar de Amor...e, no entanto, é, talvez, o tema mais falado de todos os tempos!...

Vivemos numa época em que o Amor é controverso, porque obedece a cada vez mais regras e submete-se a cada vez mais escrutínios, mas a verdade é que o Amor em si, continua a ser igual: permanece um sentimento nobre, apreciado e valorizado como tal por uma grande maioria...

A novidade reside, talvez, na forma como lidamos com o amor romântico: este já não é uma prisão, mas algo libertador; não tem de ser já eterno, embora possa ser para a vida toda (cada vez o é menos, mas ainda assim, há quem tenha relações amorosas que duram uma vida inteira)...

Depois temos o assumir de amores que anteriormente viviam amarrados em tabus: sim, falo de coisas como a homossexualidade, o amor-próprio, o poliamor... A sociedade estaria preparada, estará preparada para se desamarrar destes preconceitos? Primeiro, é preciso percebermos que a questão do preconceito, no final, não beneficia ninguém. Mas estaremos nós (no geral) preparados para ver uma mulher com dois companheiros, assumida e orgulhosamente? Um casal de gays de mãos dadas? Um beijo entre lésbicas no meio da rua? Um transsexual?!

Nas grandes cidades, 'a coisa até vai'... Mas, fora das grandes metrópoles? Como estão a nossa mente e opinião em relação a tudo isto?

Na verdade, a nossa mente deve estar aberta e a nossa opinião fechada. A nossa mente deve estar aberta para receber o outro - que é exactamente igual a nós, um ser humano - e a nossa opinião fechada se servir apenas para ferir, magoar, achincalhar...

Agora, sim, podemos ser religiosos fervorosos e não aceitar nenhum desvio... Ou até nem ter religião alguma e não conceber na nossa mente qualquer destas situações. Mas isso não vai fazer com que deixe de ser necessário com que a mudança na sociedade aconteça. Podemos, também, e devemos perceber que qualquer um de nós tem e deve ver respeitada a liberdade de sentir e expressar, no campo do amor, o que lhe vai na alma... Não confundir sexualidade com amor. Também é urgente separarmos as águas.

É urgente apercebermo-nos de que os sentimentos de cada um a cada um pertencem e que, se o amor permanece um sentimento nobre, é porque há-de ter algum valor, certo? Então, se uns preferem amar os animais, se outros preferem amar todos os seres vivos e transformar as suas vidas numa missão para salvar o planeta, se outros descobrem que se amam independentemente do corpo com que nasceram e das experiências de vida que tiveram... não podemos nós ver o lado positivo de tudo isto? Não podemos nós aprender a ser tolerantes?

É que diferentes, seremos sempre... Mas o Amor, o Amor, na sua essência, será sempre igual, será sempre reconhecido como um inebriante aroma que nos transforma, que nos completa, que, como diz Paulo Coelho, nos 'salva'. Seja ele o Amor romântico, o fraternal ou qualquer um que caiba dentro da sua definição. O Amor será sempre aquilo que nos faz evoluir na vida e tornarmo-nos seres melhores do que fomos outrora. Pensem nisto!

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